
Na Sessão Ordinária da Câmara Municipal de Codó, realizada na última terça-feira (16), o vereador Araújo Neto utilizou a tribuna para anunciar obras importantes para o povoado Saco e, ao mesmo tempo, denunciar supostas perseguições políticas relacionadas às exigências da Agência Estadual de Defesa Agropecuária do Maranhão (AGED) de Codó em eventos tradicionais da região.
Obras no povoado Saco
O parlamentar informou que, na próxima sexta-feira (19), Codó receberá a visita do Ministro dos Esportes e deputado federal André Fufuca, acompanhado do prefeito Chiquinho FC e do deputado Nagib, para a assinatura da ordem de serviço que autoriza a construção da Arena do Saco, fruto de emenda da deputada federal Amanda Gentil, no valor de R$ 1,4 milhão. Além da arena esportiva, também está prevista a construção de um mercado com boxes para atender a agricultura familiar, aproveitando a estrutura antiga do Departamento de Estradas e Rodagens (DER).
Araújo Neto agradeceu a deputada Amanda Gentil pelo apoio e convidou a população para participar da solenidade no povoado, marcada para as 17h. “Tenho certeza de que a arena será o início de uma nova história para aquele povoado, que há muito tempo estava esquecido, mas agora começa a ser valorizado”, afirmou o vereador.
Dificuldades com emendas parlamentares
O vereador também destacou os entraves enfrentados pelos municípios devido ao atraso na liberação de emendas parlamentares, em razão do impasse entre o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Congresso Nacional. “Não temos avançado mais porque as emendas não estão chegando aos municípios. Isso não é só em Codó, é no Brasil inteiro. O prefeito tem sido arrojado, mas sabemos a dificuldade de concluir obras diante da crise financeira”, declarou.
Críticas à atuação da AGED de Codó
Em outro momento do discurso, Araújo Neto criticou a forma como a AGED de Codó tem tratado a realização das tradicionais pegas de boi no mato no município e na região. Segundo ele, as exigências impostas pelo órgão são desproporcionais e configurariam perseguição política. “Quem não se alinha ao comando da AGED em Codó não consegue realizar uma pega de boi. A cada exigência cumprida, surgem novas exigências. Isso é perseguição política, e não podemos permitir que continue”, denunciou.
O vereador citou como exemplo o caso do povoado Boqueirão, onde, mesmo após o cumprimento de todas as orientações do órgão, novas exigências foram impostas, inviabilizando o evento. Ele afirmou que encaminhará denúncia formal ao comando da AGED no Maranhão e ao governador do Estado, pedindo providências para que a lei seja aplicada de forma igualitária. “Não é terra sem lei. Aqui em Codó existe lei, e ela deve valer para todos, independente de A, B, C ou D. Antes os eventos aconteciam normalmente, e agora começaram os abusos. Hoje aconteceu com alguém ligado a mim, mas pode acontecer com qualquer um de vocês se esse modus operandi continuar”, alertou.






