PM é preso suspeito de espancar e torturar adolescente de 17 anos no interior do Maranhão; vítima namorava a enteada do policial

Na tarde deste domingo (7), a Polícia Civil cumpriu um mandado de prisão preventiva contra o policial militar Francisco de Assis Cavalcante da Silva, suspeito de espancar e torturar um adolescente de 17 anos em Pedreiras, no interior do Maranhão. O militar nega as acusações.

Segundo a polícia, o PM foi detido na própria Delegacia de Pedreiras, após se apresentar espontaneamente para prestar depoimento. A ordem judicial foi expedida pela juíza Sheila Silva Cunha, da 2ª Vara de Lago da Pedra, que considerou a medida necessária diante das evidências que apontam o envolvimento do policial no crime e para garantir a ordem pública.

De acordo com a família do adolescente, agentes teriam acreditado apenas na versão apresentada pelo militar suspeito, tratando o jovem de forma desrespeitosa. A mãe relatou que, ao reencontrá-lo na delegacia, percebeu imediatamente os sinais de espancamento.

A gravidade do caso gerou forte repercussão no município. O Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) de Pedreiras divulgou nota de repúdio, classificando a agressão como uma grave violação dos direitos humanos e uma afronta ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). O órgão informou que oferecerá apoio psicossocial ao jovem e à família, além de colaborar com as investigações.

A Polícia Civil do Maranhão (PCMA) segue conduzindo o inquérito.

O que diz a defesa

Em nota, a defesa de Francisco de Assis negou todas as acusações e contestou a versão apresentada pelo adolescente e seus familiares.

O policial militar Francisco de Assis Cavalcante da Silva contesta veementemente as versões apresentadas pela suposta vítima e por seus familiares, bem como repudia os áudios e as desinformações disseminadas por terceiros, que não condizem com a realidade dos fatos. O militar possui mais de 12 anos de serviços prestados à corporação, período no qual jamais recebeu qualquer denúncia de abuso de autoridade, sendo, inclusive, condecorado e premiado ao longo de sua trajetória profissional. O policial coloca-se integralmente à disposição das autoridades para qualquer esclarecimento necessário”, diz a nota.

Nota da SSP

A Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP-MA) informou que, ao tomar conhecimento do caso, a Polícia Militar afastou o PM de suas funções operacionais. Um procedimento administrativo foi instaurado pelo 19º Batalhão de Pedreiras, ao qual o militar é vinculado, para apurar internamente os fatos.

A SSP destacou que não compactua com condutas ilegais praticadas por agentes de segurança e que o caso será investigado com rigor.

No âmbito criminal, a Polícia Civil instaurou inquérito para apurar os crimes de tortura, dano qualificado, falsa comunicação de crime e ameaça. A investigação deve ser concluída dentro do prazo legal.

Fonte: G1MA

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