
A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira(21), a Operação Arthros, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa suspeita de desviar recursos públicos para financiar ilegalmente campanhas nas eleições municipais de 2024 no Maranhão.
Em São Luís, a movimentação de agentes federais chamou a atenção nas primeiras horas do dia no condomínio de luxo Alphaville, onde uma das ordens de busca e apreensão foi cumprida.
Segundo as investigações da Polícia Federal, o grupo utilizava empresas de fachada, contratos simulados e notas fiscais frias para ocultar a origem dos recursos desviados. O esquema também incluía contas bancárias de terceiros, saques em espécie e transferências fracionadas, práticas comuns em operações de lavagem de dinheiro.

A PF aponta que os investigados atuavam de forma coordenada em um suposto esquema paralelo de financiamento eleitoral ilícito, sendo responsáveis pela definição de valores, escolha de beneficiários e distribuição dos recursos para candidatos em diferentes municípios maranhenses.
As investigações revelaram ainda que, nos quinze dias que antecederam as eleições de 2024, a organização movimentou mais de R$ 1,9 milhão, com distribuição superior a R$ 1,2 milhão para candidatos e intermediários políticos. Há fortes indícios de que parte significativa do dinheiro tenha origem em desvios de contratos públicos de prefeituras da região.

Por determinação do Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão, foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão, além do afastamento cautelar de quatro servidores públicos e bloqueio de bens dos investigados no valor de até R$ 2 milhões.
A Justiça Eleitoral também autorizou a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático dos alvos da operação.
As ações da Operação Arthros ocorreram simultaneamente em São Luís, Paço do Lumiar, Barreirinhas, Codó, Matões e também em Teresina.
O objetivo da operação é aprofundar a coleta de provas, interromper a continuidade das fraudes e recuperar recursos públicos supostamente desviados. Os investigados poderão responder por crimes de caixa dois, corrupção eleitoral, lavagem de dinheiro, organização criminosa e desvio de verbas públicas.






