Perito da Polícia Civil do Piauí é indiciado por roubo e ameaças após confusão em Codó

A Polícia Civil do Maranhão indiciou o perito médico Ivanenko Ullianov Santos Batista, servidor da Polícia Civil do Piauí, pelos crimes de roubo majorado com emprego de arma de fogo e ameaça. O indiciamento decorre de uma série de episódios ocorridos em 19 de novembro de 2025, em Codó (MA), que ganharam grande repercussão após a divulgação de vídeos gravados dentro e fora da delegacia.

De acordo com o inquérito, as ocorrências começaram na Praça São Sebastião, quando um advogado e um funcionário de cartório estavam no local para colher a assinatura de uma mulher em uma escritura. Ao deixarem a praça, eles foram abordados pelo perito e por sua companheira, Talita Sereno Maranhão, que exigiram ver a documentação.

Ainda segundo a investigação, o policial sacou uma pistola Glock 9mm, apontou a arma para o grupo e deu voz de prisão alegando descumprimento de medida protetiva. Sob ameaça, o funcionário do cartório entregou os documentos. Testemunhas relataram que a abordagem foi abrupta e que o policial manteve a arma empunhada durante todo o confronto.

A Delegacia Especial da Mulher verificou que não houve qualquer descumprimento de medida protetiva por parte do ex-marido da companheira do investigado, concluindo que a iniciativa da abordagem partiu exclusivamente do perito.

Após o episódio na praça, todos foram à delegacia, onde novas imagens mostram o policial sacando a arma novamente e direcionando ameaças a três pessoas, afirmando que “todos iriam tomar”. Uma das vítimas formalizou representação pelo crime de ameaça, enquanto outras relataram forte abalo emocional.

Nos dias seguintes, o investigado teria publicado nas redes sociais vídeos e frases com teor intimidatório, como referências a matar supostos inimigos e expressões como “o mundo do crime é cadeia ou caixão”. As postagens foram anexadas ao inquérito.

Com base nas provas reunidas, o delegado responsável concluiu haver indícios suficientes para os crimes de roubo majorado — pela subtração do documento sob mira de arma — e ameaça. O procedimento foi encaminhado ao Ministério Público e ao Poder Judiciário, que agora devem decidir sobre o oferecimento de denúncia contra o perito.

Fonte: Marco Silva Notícias

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