
A novela das rifas ilegais em Arari acaba de ganhar um novo capítulo. A influenciadora digital e ex-primeira-dama do município, Ingrid Andrade, e o ex-prefeito Rui Filho apresentaram defesa no processo que corre no 1º Juizado Especial Criminal de São Luís. Os dois são acusados de envolvimento em rifas não autorizadas e propaganda enganosa, crimes previstos no art. 51 da LCP e no art. 67 do CDC.
Defesa tenta minimizar acusações
Os advogados afirmam que não houve dolo nem intenção de prejudicar terceiros. A linha de defesa de Rui Filho chega a dizer que o ex-prefeito apenas “apareceu em um vídeo de divulgação” e que não teria gerido valores, organizado sorteios ou recebido qualquer pagamento. Em resumo: ele seria apenas uma “figura decorativa” da polêmica.
Ingrid devolve o dinheiro, mas diz que não sabia da lei
Já Ingrid Andrade admitiu que organizou as rifas, mas garantiu não ter conhecimento da necessidade de autorização legal para esse tipo de atividade, pedindo enquadramento como “erro de proibição”. Para tentar aliviar a situação, a ex-primeira-dama declarou ter encerrado as atividades e devolvido todo o dinheiro arrecadado.
E agora?
O processo segue em análise, com audiência preliminar marcada para discutir a possibilidade de transação penal — um acordo para evitar condenação. Até lá, a defesa insiste em reforçar a tese de que não houve dolo, pedindo a absolvição.
A pergunta que fica
De um lado, acusados que alegam desconhecimento da lei e minimizam suas participações. Do outro, uma acusação que aponta rifas ilegais e propaganda enganosa em plena era digital. A Justiça terá agora de decidir: foi apenas um “mal-entendido” ou mais um caso de ilegalidade tentando se camuflar?
A manifestação da defesa foi divulgada inicialmente pelo portal Direito e Ordem.






