
O ex-prefeito de Codó, Dr. Zé Francisco, voltou ao centro de mais uma polêmica após tentar associar, sem apresentar provas, a manifestação organizada por moradores da região da Trizidela ao atual prefeito Chiquinho FC. O ato, previsto para acontecer nas primeiras horas desta terça-feira (19), no pé da ponte da Trizidela, tem como principal objetivo cobrar do Governo do Maranhão melhorias urgentes na MA-123.
A tentativa de transformar uma mobilização popular em disputa política provocou forte reação dos organizadores do movimento, que divulgaram uma dura NOTA DE REPÚDIO contra as declarações do ex-prefeito.
No documento, moradores, produtores rurais, trabalhadores e apoiadores do movimento classificam as falas de Dr. Zé Francisco como “informações distorcidas e acusações infundadas”, além de afirmarem que o protesto é legítimo, popular e apartidário.
A nota também relembra a falta de ações do ex-prefeito durante o tempo que esteve à frente da Prefeitura de Codó. Em um dos trechos mais contundentes, os representantes afirmam que “durante seus quatro anos de mandato, nunca houve qualquer avanço concreto para a pavimentação da MA-123”.
Os organizadores vão além e reforçam que, durante a gestão de Dr. Zé Francisco, “não houve obra de pavimentação da rodovia, nem projeto efetivo para sua construção”.
Outro trecho da nota expõe o abandono enfrentado pela população da região ao destacar que, em vários momentos, quem ajudou a garantir condições mínimas de trafegabilidade na estrada foi a própria usina de cana da região, realizando intervenções emergenciais “enquanto o poder público permanecia omisso”.
A manifestação da Trizidela nasceu justamente da revolta de moradores que convivem há décadas com lama, atoleiros, dificuldades no transporte escolar e problemas no acesso à saúde por conta das péssimas condições da MA-123.
Mesmo diante desse cenário, Dr. Zé Francisco preferiu usar o movimento para levantar suspeitas políticas contra a atual gestão municipal, atitude que acabou sendo repudiada publicamente pelos próprios representantes da mobilização.
“É incoerente que alguém que passou anos sem resolver o problema agora tente usar o sofrimento do povo para criar discurso político”, destaca outro trecho da nota.
Confira abaixo a NOTA na íntegra:







