
O ex-prefeito cassado de Codó, Zé Francisco, voltou a ser notícia — e, como de costume, pelos piores motivos. Na noite desta terça-feira (11), ele reuniu o que restou de seu já minguado grupo político para confirmar que será candidato a deputado federal e anunciar apoio à pré-candidatura de Gleydson Resende a deputado estadual.
A “grande” reunião, que Zé tentou vender como um evento de peso, teve menos de 40 pessoas. Nenhum vereador apareceu. Nenhuma liderança relevante da cidade deu as caras. O nome mais “forte” presente foi o do evangélico Irmão Santana, que, nas eleições de 2024, obteve apenas 23 votos — o que resume bem o tamanho da influência atual do ex-prefeito.
Nos bastidores, a movimentação tem um valor bem definido: R$ 1,5 milhão. É o montante que Zé Francisco deve receber de Gleydson Resende em troca do prometido apoio político. Uma quantia milionária para quem perdeu a prefeitura de forma vergonhosa e hoje tenta se manter relevante às custas de acordos de conveniência.
Mas quem espera que esse dinheiro beneficie o grupo ou a população, pode esquecer. Assim como em outros episódios da trajetória de Zé Francisco, o lucro será exclusivo da família. O ex-prefeito e seu filho, Pedro Neres — apontado como o principal responsável pela derrota do pai nas urnas — devem ser os únicos a desfrutar da bolada.
A verdade é que o ex-prefeito parece ter transformado a política em um negócio familiar, onde cada “aliança” é apenas mais uma oportunidade de ganho pessoal. A cada nova campanha, Zé Francisco promete o impossível, troca de lado e termina do mesmo jeito: sozinho, desacreditado e mais rico.
Enquanto isso, a população de Codó assiste, mais uma vez, ao triste espetáculo de um político que faz do voto um produto e da confiança pública uma moeda de troca.
Fonte: Marco Silva Notícias






