
Três jovens prestadores de serviço na área de refrigeração foram assassinados após serem sequestrados na zona rural de São Luís, na tarde de sexta-feira (10). Um quarto trabalhador conseguiu fugir e buscar ajuda em uma unidade policial.
As vítimas foram identificadas como Vinicios Guilherme de Sá Silva, de 23 anos, Francisco Misael Silva dos Santos, de 22, e Breno Melo da Silva, de 21. Os dois primeiros eram naturais de Lago do Junco, enquanto o terceiro era de Lago dos Rodrigues.
De acordo com informações da polícia, o grupo realizava atendimentos de porta em porta na região da Vila Esperança quando foi interceptado por cerca de cinco homens, por volta das 14h. Os suspeitos seriam ligados a uma organização criminosa com atuação na área e teriam abordado os trabalhadores sob o pretexto de uma “averiguação”.
O responsável pela empresa informou que o crime pode ter relação com uma suposta insatisfação envolvendo um serviço anterior realizado na região da Vila Maranhão. Em depoimento, o sobrevivente corroborou essa hipótese e afirmou que os colegas teriam sido punidos por esse motivo. Ele também relatou à polícia a possível participação de uma mulher na articulação do crime.
Ainda segundo as autoridades, o sobrevivente, de 19 anos, conseguiu escapar e caminhou até o Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças (CFAP), da Polícia Militar, localizado às margens da BR-135, onde chegou por volta das 20h. Ele apresentava múltiplas lesões e foi socorrido ao Hospital Municipal Djalma Marques (Socorrão I).
Pouco depois, por volta das 20h50, uma denúncia levou equipes policiais ao povoado Mãe Chica, na região da Vila Maranhão. No local, foram encontrados a caminhonete da empresa e dois dos trabalhadores já sem vida, amarrados. O corpo da terceira vítima foi localizado apenas na madrugada de sábado (11), na área da Vila Esperança.
A polícia informou ainda que apenas Francisco Misael possuía antecedente criminal, por homicídio culposo no trânsito, registrado em 2023. As demais vítimas, assim como o sobrevivente, não tinham registros policiais.
O caso segue sob investigação, com diligências em andamento para identificar e prender todos os envolvidos.
Fonte: G1 Maranhão






