Pesquisa da Paraná Pesquisas aponta disputa aberta pelo Senado no Maranhão sem Brandão no páreo

O cenário levantado pelo instituto Paraná Pesquisas sobre a disputa para o Senado no Maranhão, sem a presença do governador Carlos Brandão (sem partido), revela que a corrida pelas duas vagas promete ser bastante acirrada entre cinco nomes de peso da política estadual.

Figuram nesse grupo o ex-senador Roberto Rocha (PSDB), a ex-governadora e deputada federal Roseana Sarney (MDB), o senador Weverton Rocha (PDT), o ministro do Esporte e deputado federal licenciado André Fufuca (PP) e a senadora Eliziane Gama (PSD).

De forma até surpreendente, Roberto Rocha aparece liderando o levantamento, com 29,2% das intenções de voto no cenário sem Brandão. Na sequência surge Roseana Sarney, com 24,4%, empatada tecnicamente com Weverton Rocha, que registra 21,7%. Logo atrás aparece André Fufuca, com 20%. Eliziane Gama vem na sequência, com 17%. Na prática, apenas Roberto Rocha apresenta certa vantagem, enquanto os demais nomes aparecem embolados dentro da margem de disputa.

Pelos números apresentados pelo instituto, Eliziane Gama teria de escalar uma montanha não tão alta para alcançar os adversários. Apesar de ocupar a quinta colocação nesse cenário, a distância para o terceiro e o quarto colocados não é grande. A senadora conta ainda com o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para tentar renovar o mandato e pode integrar uma chapa que teria o prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), como candidato ao governo do estado.

Com a decisão de Carlos Brandão de não disputar o Senado e permanecer no comando do governo até o final do mandato, a tendência é que ele se dedique à campanha do sobrinho, Orleans Brandão (MDB), que deverá disputar o Palácio dos Leões. Nesse contexto, a corrida pelas duas vagas no Senado tende a se tornar ainda mais competitiva, com um leve favoritismo inicial para Roberto Rocha e Roseana Sarney — pelo menos neste momento pré-eleitoral.

No entanto, em política, campanha não se avalia apenas por como começa, mas principalmente por como termina. O andamento da disputa, as alianças e o desempenho dos candidatos ao longo do processo eleitoral serão determinantes para definir quem realmente chegará ao Senado.

A única certeza, por ora, é que, caso Carlos Brandão resolvesse rever seu projeto político e entrar na disputa, provavelmente teria um caminho mais tranquilo. Sem ele no páreo, os demais concorrentes devem travar uma verdadeira guerra política pelas duas cadeiras.

Sem Brandão na disputa, portanto, o jogo segue aberto entre os principais postulantes. Pesquisas retratam apenas o momento, não o resultado final. O curso da campanha é que, de fato, indicará a tendência do eleitorado.

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