
A sessão da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, prevista para esta segunda-feira (9), foi cancelada após o investigado Paulo Camisotti apresentar, de última hora, um atestado médico alegando impossibilidade de comparecer à oitiva para a qual estava regularmente convocado.
Em nota oficial, a CPMI reagiu com dureza e afirmou que não aceitará expedientes protelatórios nem o uso de atestados médicos como instrumento para esvaziar ou atrasar os trabalhos investigativos. A comissão ressaltou que adotará todas as providências legais e regimentais cabíveis, incluindo a condução coercitiva, caso novas ausências injustificadas ocorram.
Segundo os parlamentares, a CPMI seguirá atuando com firmeza, responsabilidade e respeito às prerrogativas do Congresso Nacional, com foco na apuração dos fatos e na defesa dos aposentados, órfãos e viúvas prejudicados por eventuais irregularidades no INSS.
Além do cancelamento da sessão, a comissão decidiu adiar o depoimento do deputado estadual do Maranhão, Edson Araújo (PSB), investigado pela Polícia Federal na Operação Sem Desconto. A Junta Médica do Senado concluiu que o parlamentar tem condições clínicas para prestar depoimento, mas recomendou que ele não se desloque a Brasília neste momento em razão de uma cirurgia recente.
Diante do parecer médico, a CPMI optou por remarcar a oitiva para uma data futura, condicionada à liberação médica para o comparecimento presencial, mantendo o parlamentar no rol de investigados e sob acompanhamento da comissão.






