Polícia Civil vai investigar possível crime de calúnia eleitoral envolvendo Antônio Borba e Neguinho das Flores, em Timbiras

A decisão da Justiça Eleitoral que determinou a abertura de inquérito policial eleitoral para apurar possível crime de calúnia trouxe novamente à tona o papel do então prefeito Antônio Borba Lima no cenário político de Timbiras, especialmente durante o processo de sucessão municipal nas eleições de 2024.

Embora não fosse candidato ao Executivo, por já estar em seu último mandato, Borba figurou como personagem central do embate eleitoral ao ingressar com ação judicial contra o adversário Reginaldo Leal Sousa, o “Neguinho das Flores”, que disputou a prefeitura e terminou o pleito em segundo lugar.

O processo teve origem em um vídeo divulgado nas redes sociais durante a campanha, no qual Neguinho das Flores fazia acusações de desvio de bens públicos contra Antônio Borba. Em resposta, o então prefeito recorreu à Justiça Eleitoral, alegando prática de calúnia eleitoral, movimento interpretado nos bastidores políticos como uma tentativa de reação jurídica e política em meio à disputa sucessória.

O episódio ocorreu em um contexto sensível: Antônio Borba, mesmo impedido de concorrer, atuava diretamente como principal fiador político da candidatura do sobrinho, Paulo Vinícius, que acabou vencendo as eleições e garantindo a continuidade do grupo político no comando do município.

Ao analisar o caso, o Ministério Público Eleitoral apontou que, até o momento, não há provas técnicas suficientes que comprovem ou afastem as acusações feitas no vídeo, o que motivou o pedido de investigação formal — acolhido pela juíza eleitoral Flávia Pereira da Silva Barçante.

A magistrada destacou a necessidade de aprofundar a apuração diante do conteúdo das acusações, da exposição pública dos envolvidos e do potencial impacto sobre o eleitorado, sobretudo em um cenário de disputa política marcada por ataques diretos e judicialização do debate.

Para analistas políticos locais, o caso evidencia como Antônio Borba, mesmo fora da disputa formal, manteve protagonismo político durante a eleição, utilizando instrumentos jurídicos como parte da estratégia para reagir a críticas e preservar capital político, em um pleito decisivo para a sucessão de seu grupo.

O inquérito será conduzido pela Polícia Civil do Maranhão e, ao final, retornará à Justiça Eleitoral para avaliação sobre eventual responsabilização. Até o momento, não há condenação, e o procedimento segue em fase de investigação.

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